II SEMANA ESPÍRITA DE BICAS - 2013


II Semana Espírita de Bicas
Palestra Reflexões acerca do Suicídio
Por Palmiro Costa

Publicação da sinopse em breve.

Muita reflexão marca a quarta-feira da II Semana Espírita de Bicas

                                                                                      Por Anderson Luiz Maia Ferreira

Nos horizontes do Espírito: este foi o tema do expositor Luciano Costa de Barbacena no terceiro dia de palestras da II Semana Espírita de Bicas que está acontecendo todos os dias às vinte horas no Pallazzo de Fiori.
            Baseando seu trabalho em frases de Jesus, na codificação do espiritismo por Allan Kardec e nos ensinamentos de Emmanuel psicografados por Chico Xavier Luciano começou seu estudo a partir de duas premissas básicas: O horizonte como sendo aquilo que podemos vislumbrar e o Espírito como o ser inteligente da criação e quando encarnado sob a denominação de alma.
            A partir de uma reflexão filosófica acerca do que somos de onde viemos e para onde vamos o expositor descreveu-nos como seres criados a imagem e semelhança de Deus segundo “A Gênese” de Moisés vivendo uma experiência através do corpo físico, criados simples e ignorantes e destinados à perfeição relativa e à plenitude.
            Com base na obra “Céu e Inferno” de Kardec fez referências ao Espiritismo como o maior antagonista ao materialismo, aos niilistas que entendem que a vida acaba com a morte do corpo físico; o  Espiritismo, ao contrário, admite a pré-existência do espírito, a realidade do espírito imortal e a sobrevivência deste para além da morte do corpo. Nem o materialismo absoluto nem o panteísmo que nega a individualidade do ser para além da morte, conforme Luciano, têm explicações satisfatórias para nossa existência.
            Com a maturidade da humanidade a Revelação Espírita emerge abordando em seus postulados a imortalidade do espírito, a pluralidade das existências admitindo que os espíritos foram criados em passado distante passando pelos reinos mineral, vegetal, animal e racional chegando ao reino hominal e destinados ao reino dos espíritos perfeitos rumo a uma jornada infinita que vai fazer com que possa evoluir. Como diz Allan Kardec “o processo da realidade espiritual é constituído de uma multiplicidade de possibilidades como a de nascer no corpo e se desenvolver a partir da experiência da encarnação na matéria., sobreviver à morte do corpo e manter sua individualidade” ... Como a experiência no corpo é mecanismo de evolução o espírito volta a viver no corpo através da reencarnação avançando infinitamente neste processo cíclico até que possa aprender e apreender tudo aquilo que a Terra possa ensinar.
            Comentando uma frase de Jesus que diz “Aonde estiver o teu tesouro aí também estará seu coração, mas não amealhe coisas na Terra onde as traças corroem e os ladrões roubam. Amealhai o que não perece” o orador Luciano levou os presentes à reflexão que na vida de relação a criatura só leva para o mundo espiritual aquilo que ela “espírito” é capaz de carregar. Com base nesta reflexão fez alusão ao grande conquistador Alexandre O Grande que em seu testamento fez três exigências: que seu esquife fosse levado pelos médicos mais capacitados de seu império, que sua riqueza fosse distribuída ao longo do cortejo e que suas mãos fossem colocadas abertas para fora do caixão. Com isso quis ensinar a humanidade que nem todo o conhecimento humano é capaz de evitar a morte; com base na Lei de Causa e Efeito como adquiriu bens que não lhe pertenciam quis que eles fossem devolvidos e que todos retornamos de mãos vazias ao plano espiritual.
            Nas reflexões finais de seu estudo lembrou Emmanuel guia espiritual de Chico Xavier ao dizer que “Somos aquilo que pensamos que somos” e que através da nossa tela mental é que vamos perceber os horizontes do espírito. Encontramos o horizonte espiritual de acordo com o que a nossa mente refletir diz Luciano.
            Ao final de seu trabalho utilizou-se da máxima de Jesus que diz: “Eu vim para que todos tenham vida e tenham vida plenamente e tenham vida em abundância”. “Somos filhos do amor, do Pai de misericórdia bendita que nos dá a oportunidade ímpar de nos melhorarmos construindo a partir de nossos pensamentos o nosso próprio destino".
“O horizonte está aí para todos nós. Só depende de cada um escolher o caminho. Que o nosso horizonte seja de paz, saúde, plenitude e felicidade” desejou o exímio orador a todos ao concluir sua fala aos aplausos dos presentes no Pallazzo de Fiori no encerramento do terceiro dia de palestras da II Semana Espírita de Bicas.

II SEMANA ESPÍRITA DE BICAS - 2013


Na noite desta terça-feira novamente nos deliciamos com a palavras descontraída e agradável do amigo  Eduardo Croys Felthes.  Juntamente com sua esposa, Eduardo está conosco ao longo de toda a semana e enquanto não conversa com os amigos de Bicas está viajando pela região também abordando temas relevantes sobre nossa doutrina, aquecendo corações de convidando à reflexão.
Abordando o tema "Vida em Família", o palestrante nos fez meditar sobre a responsabilidade do lar como célula social primária, carente de nossas mais sublimes intenções e esforços na luta por um mundo melhor. Sempre com bom humor levou toda a assistência a pensar sobre os desafios da vida a dois, sobre os problemas mais comuns da educação dos filhos e também , de forma bastante coerente, sobre as implicações espirituais decorrentes da construção e/ou dissolução das famílias.
Uma palestra imperdível, convite a cada um para refletir como anda sua vida em família.






Pedro Cavalcante Falcão de Muriaé foi o palestrante convidado desta segunda-feira (04/03) para dar continuidade aos estudos da II Semana Espírita de Bicas com o tema: “Saúde e Espiritualidade”.
Pedro começou seu estudo definindo a vida através das palavras do espírito Emmanuel – guia do médium Chico Xavier – como a experiência digna da imortalidade; uma experiência que se alonga por toda a eternidade.  Estabeleceu um paralelo na concepção de saúde do ponto de vista material levando em consideração o conceito proposto pela OMS (Organização Mundial de Saúde) desde 1948 como sendo o completo bem-estar físico, mental e social e no âmbito espiritual a saúde como a perfeita harmonia da alma na definição de Emmanuel. Segundo o autor espiritual para a obtenção dela ainda há a necessidade da contribuição preciosa das moléstias e deficiências transitórias da dor que segundo os amigos espirituais é onde reside o processo de cura. A dor por este aspecto seria um mal necessário porque nos ajudaria a restituir a perfeita harmonia da alma.
         “A sociedade terrestre encontra-se enferma e necessita sofrer processos de cura” fazendo alusão a citação do espírito Joanna de Angelis ao considerar ainda que a agressividade, a violência, a perversidade, a criminalidade revelam a nossa falta de saúde. E para esse processo de cura a humanidade necessita do terapeuta Jesus através da terapia do Evangelho.
         Aprofundando-se no tema o orador ainda ressaltou que somente transformando nossos defeitos em virtudes é que nós vamos transformar a nossa jornada na busca pela perfeita harmonia da alma.
         A II Semana Espírita de Bicas continua nesta terça-feira com o orador Eduardo Felthes de Barretos – SP com o tema:  “Vida em Família”.



Presença de participantes de várias cidades da região marcou a abertura da  II Semana Espírita de Bicas. A abertura da semana se deu por conta de Vilson Disposti, diretor da Comunidade Terapêutica Ave Cristo, professor –mestre em Direito Penal,  pesquisador em Criminologia e Sociologia Criminal, com trabalhos selecionados pela USP e publicados  pelo Congresso Nacional de Pesquisa em Direito – COMPEDI.  Além das palestras que realiza no Brasil e exterior oferece assessoria em gestão pública, estimulando os municípios a implantarem políticas  sociais para a redução a danos provocados na sociedade, pela epidemia nacional do crack e o consumo de outras drogas.  O tema do seminário foi Filhos da Dor uma abordagem do livro de Vilson Disposti  pela Editora  Intelítera , prendeu atenção de todos participantes nesta tarde de domingo.  A  semana continua amanhã   04/03/2013 às 20 horas teremos a palestra saúde e espiritualidade por Pedro Falcon de Muriaé, MG é só ir e participar.  Local Pallazzo Di Fiori, Bicas MG.  Todos estão convidados.



    


Pequena Biografia de Allan Kardec
A vida de Allan Kardec pode ser contada de várias maneiras.
 Para melhor compreensão de alguns aspectos, preferimos dividi-la em duas fases distintas: a primeira em que, desde o seu nascimento até a idade dos 50 anos, foi conhecido por Hippolyte Léon Denizard Rivail; e a segunda, quando se tornou espírita e passou a assinar Allan Kardec.


1ª fase:


Allan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.

Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.


Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.

2ª fase:


Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.

Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.

Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.

Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.


Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.

De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.

Além das obras básicas da Codificação(Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.

A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.

É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 - primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.

Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

E a este princípio cabe juntar outro: “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade”. Esclarece Allan Kardec:


 “A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se compreendeu”.

Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.

Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.

(biografia retirada integralmente de impressão publicada pela USE - SP)