Pedro Cavalcante Falcão de Muriaé foi o palestrante convidado desta segunda-feira (04/03) para dar continuidade aos estudos da II Semana Espírita de Bicas com o tema: “Saúde e Espiritualidade”.
Pedro começou seu estudo definindo a vida através das palavras do espírito Emmanuel – guia do médium Chico Xavier – como a experiência digna da imortalidade; uma experiência que se alonga por toda a eternidade.  Estabeleceu um paralelo na concepção de saúde do ponto de vista material levando em consideração o conceito proposto pela OMS (Organização Mundial de Saúde) desde 1948 como sendo o completo bem-estar físico, mental e social e no âmbito espiritual a saúde como a perfeita harmonia da alma na definição de Emmanuel. Segundo o autor espiritual para a obtenção dela ainda há a necessidade da contribuição preciosa das moléstias e deficiências transitórias da dor que segundo os amigos espirituais é onde reside o processo de cura. A dor por este aspecto seria um mal necessário porque nos ajudaria a restituir a perfeita harmonia da alma.
         “A sociedade terrestre encontra-se enferma e necessita sofrer processos de cura” fazendo alusão a citação do espírito Joanna de Angelis ao considerar ainda que a agressividade, a violência, a perversidade, a criminalidade revelam a nossa falta de saúde. E para esse processo de cura a humanidade necessita do terapeuta Jesus através da terapia do Evangelho.
         Aprofundando-se no tema o orador ainda ressaltou que somente transformando nossos defeitos em virtudes é que nós vamos transformar a nossa jornada na busca pela perfeita harmonia da alma.
         A II Semana Espírita de Bicas continua nesta terça-feira com o orador Eduardo Felthes de Barretos – SP com o tema:  “Vida em Família”.



Presença de participantes de várias cidades da região marcou a abertura da  II Semana Espírita de Bicas. A abertura da semana se deu por conta de Vilson Disposti, diretor da Comunidade Terapêutica Ave Cristo, professor –mestre em Direito Penal,  pesquisador em Criminologia e Sociologia Criminal, com trabalhos selecionados pela USP e publicados  pelo Congresso Nacional de Pesquisa em Direito – COMPEDI.  Além das palestras que realiza no Brasil e exterior oferece assessoria em gestão pública, estimulando os municípios a implantarem políticas  sociais para a redução a danos provocados na sociedade, pela epidemia nacional do crack e o consumo de outras drogas.  O tema do seminário foi Filhos da Dor uma abordagem do livro de Vilson Disposti  pela Editora  Intelítera , prendeu atenção de todos participantes nesta tarde de domingo.  A  semana continua amanhã   04/03/2013 às 20 horas teremos a palestra saúde e espiritualidade por Pedro Falcon de Muriaé, MG é só ir e participar.  Local Pallazzo Di Fiori, Bicas MG.  Todos estão convidados.



    


Pequena Biografia de Allan Kardec
A vida de Allan Kardec pode ser contada de várias maneiras.
 Para melhor compreensão de alguns aspectos, preferimos dividi-la em duas fases distintas: a primeira em que, desde o seu nascimento até a idade dos 50 anos, foi conhecido por Hippolyte Léon Denizard Rivail; e a segunda, quando se tornou espírita e passou a assinar Allan Kardec.


1ª fase:


Allan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.

Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.


Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.

2ª fase:


Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.

Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.

Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.

Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.


Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.

De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.

Além das obras básicas da Codificação(Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.

A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.

É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 - primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.

Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

E a este princípio cabe juntar outro: “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade”. Esclarece Allan Kardec:


 “A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se compreendeu”.

Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.

Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.

(biografia retirada integralmente de impressão publicada pela USE - SP)
Entrevista no face.

Ricardo Baesso responde.


Como o senhor está vendo este momento de retomada da Semana Espírita de Bicas?

As Semanas Espíritas sempre foram muito importantes na região da Zona da Mata. Houve Semanas Espíritas extraordinárias como a de Astolfo Dutra dentre muitas outras. A Semana Espírita é uma oportunidade de a gente estar junto das pessoas que a gente gosta numa intimidade maior, trocando experiências, se abraçando, se beijando e mais importante até do que se aprende na Semana Espírita é o que se vive na Semana Espírita. É uma oportunidade de estarmos juntos com as pessoas que nos querem bem e a gente vê isso com muita alegria.


Como o senhor pode resumir de uma forma geral numa mensagem a palestra de hoje?

A palestra de hoje se foca principalmente no respeito a diversidade. Nós vivemos com pessoas que são diferentes, mas não são desiguais. Diferentes porque têm uma história diferente, uma teologia diferente, gera influências diferentes, mas não são desiguais, porque todos nós somos iguais perante DEUS. O respeito ao outro na sua singularidade, eu acho que essa é a mensagem final.

Anderson Luiz Maia Ferreira

“Resíduos Psicológicos do Passado” com este tema o expositor Ricardo Baesso encerra a Semana Espírita de Bicas






Muitas das pessoas que não puderam comparecer às palestras do meio da semana estiveram presentes no sábado (10.03) à palestra de Ricardo Baesso sobre os “Resíduos Psicológicos do Passado”.
O Seminário que ocorreu das duas às seis da tarde atraiu pessoas de Bicas, Juiz de Fora, Guarará, Mar de Espanha, Pequeri, São João Nepomuceno dentre outras cidades que estavam representadas no evento.
Eduardo Baesso de Oliveira, médico, fundador do IDE (Instituto de Difusão Espírita) e conceituado orador da vizinha cidade de Juiz de Fora (MG) iniciou sua palestra abordando a questão de que o corpo físico constitui-se em uma prisão sem grades para o espírito uma vez que limita as nossas percepções extra-sensoriais, e que o esquecimento do passado, lei natural, é mais uma prova da sabedoria de DEUS.
Disse no decorrer da palestra que estes resíduos psicológicos se agrupam em três grupos: o das lembranças reais, o de transtornos da esfera emocional e um terceiro que é formado das próprias tendências, predisposições ou características pessoais que o indivíduo traz provenientes de encarnações remotas.
Ilustrou as três situações. No primeiro caso, o das lembranças reais citou as várias pesquisas realizadas por Hernani Guimarães Andrade, eminente estudioso da Doutrina Espírita. Cita o caso de uma criança de apenas 4 anos que afirmava ter sido um benzedor e que residia na cidade vizinha. Os pais a princípio não deram importância, mas devido à insistência do menino em querer rever a sua antiga cidade natal distante cerca de 30 km da atual cidade em que reencarnara, acabaram por levar a criança à referida cidade. Imagina quão grande não foi a surpresa destes pais desde o início da viagem pois foi o filho que lhes indicara o caminho durante todo o percurso que fizeram. Ao chegarem em uma casa simples foram atendidos por um senhor dos seus 90 anos, o qual a criança logo reconheceu como sendo seu irmão de outra vida. Como a referida criança fora um benzedor assim como o irmão, foi logo entrando na casa para pegar uma pequena santinha que se encontrava em meio a muitas outras em que afirmara ser sua. O “irmão” de outras vidas ficou espantado com a atitude do garoto e foi logo dizendo “Meu irmão voltou”. Casos como este foram muito bem retratos por Hernani Guimarães Andrade no Livro “Reencarnação no Brasil” em que cita 8 casos como o que foi anteriormente descrito. Isso se deve ao pequeno espaço de tempo que ficam na “erraticidade” (plano espiritual) entre uma encarnação e outra que costuma ser de poucos meses.
No segundo caso Ricardo abordou os transtornos de esfera emocional incluindo neste grupo a síndrome do pânico, O TOC (Transtornos Obsessivos Compulsivos) e alguns casos de depressão. Também ilustrou com o caso de um garoto que tinha horror de escola. Descobriu-se que o garoto havia morrido queimado em um incêndio que havia ocorrido na escola em que frequentava em sua última encarnação. Narrou também o caso de um outro indivíduo que sentia muito calor e que ninguém conseguia descobrir porque ele sentia esse calor infernal. Descobriu-se também se tratar de um espírito que se reencarnava sempre na região nórdica sendo a sua primeira encarnação em país de clima tropical.
O terceiro e último grupo é formado por pessoas que possuem determinadas tendências, predisposições e características pessoais.
Durante o seminário Ricardo ainda fez algumas citações como “Tolerar não é aceitar o erro e sim compreender”, “sábio é o que consegue UNIR a inteligência, a lógica e o sentimento” e ainda a resposta de Dalai Lama a uma pergunta a a ele feita pelo Frei Leonardo Boff que diz: “Para ser uma pessoa espiritualizada não precisa de uma religião, mas sim ter bom coração”.
Após o término de sua explanação teve início a segunda parte do Seminário em que Baesso respondeu a diversas perguntas feitas pelos presentes encerrando de forma magistral a Semana Espírita de Bicas de 2012.



Entrevista no face.

Entrevista realizada com Ana Guimarães expositora da Semana Espírita que falou sobre SER ESPÍRITA.


Como a senhora vê esse movimento de retomada da Semana Espírita de Bicas? Qual a sua importância?


Isso é muito consolador, muito confortador porque eu acredito que enquanto houver um idealista que levante a bandeira da reorganização de alguma coisa é porque o homem ainda está com o endereço de DEUS ao alcance das suas mãos. A cidade de Bicas realizando esta Semana Espírita trazendo companheiros que vêm com ideias novas, com pensamentos novos também dá uma injeção de ânimo, está realizando um trabalho excelente, muito bom. Eu tenho certeza que a espiritualidade está colaborando também, compartindo com todos esse efeito bom que o Evangelho de Jesus, à luz do Espiritismo, oferece às criaturas.


Resumo da palestra “Ser Espírita” por Ana Guimarães


O título da palestra é “Ser Espírita”, então Ser Espírita não é ter uma quantidade enorme de informações guardadas na mente e utilizá-las em determinados momentos. Ser Espírita é ter Jesus no coração e a informação lúcida da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos espíritos e da reencarnação para poder aplicar tudo isso a benefício próprio, como fez o senhor do qual contamos a estória. Ele tirou a melhor parte. Quando nós olhávamos as pessoas que haviam sido bem negativas na vida dele, ele olhava ao contrário. Tirou como um aprendizado o fato de não ter sabido dar a eles o que realmente possuía valor que é uma fé no coração. Deu a eles cultura, deu a eles dinheiro, deu a eles posição social, mas não lhes deu o endereço de DEUS. E quando ele se torna espírita enxerga exatamente este aspecto que é o que nós nos esquecemos. Quando levamos o Evangelho para dentro do lar geralmente utilizamos o Evangelho como um acicate, como uma cobrança, quando na realidade o Evangelho é para refrigerar a alma, tranquilizar o coração. O Espiritismo prá mim é uma fonte que está sempre oferecendo água pura e límpida e a gente está sempre reaprendendo. Começamos muito jovem e hoje na altura dos anos todos que já possuímos, a gente vê que está aprendendo ainda e está recomeçando as lições e isso é confortador. Ser Espírita é perceber, como Sócrates percebeu no passado que ele se imagina o homem mais sábio do mundo porque sabia que nada sabia. A gente vai aprendendo isso. Quanto mais pensamos que sabemos, a gente descobre que não sabe ainda nada. Alguém chega e nos dá uma visão de experiência como esta que nós narramos hoje. Tudo isso enriquece a alma da gente, enriquece o coração. Então Ser espírita é estar constantemente aprendendo. Ser jovial. Não ficar velho nunca, não ficar cansado nunca, sempre ter vontade de recomeçar.


Anderson Luiz Maia Ferreira